terça-feira, 16 de julho de 2013

Noite afora noite adentro

A neblina volta a subir nessa rua, e apaga a cidade ante olhos despertos. Formas delineadas na atmosfera densa, distantes como uma memória fraca. O pêndulo do cuco é o compasso da noite quieta, longe de se harmonizar com ela, se repete infinitamente como eco de si mesmo. A casa torna-se abrigo do mundo dos sonhos, que se espreita pelas janelas. Aqui, no mundo dos vivos, a luz expõe as formas em seu jogo hábil com a sombra, que revelam-se a nós que enxergamos com olhos neblinados.

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