terça-feira, 4 de junho de 2013

Delírios matinais

Todos os dias pela manhã, quando o sol me sacode violentamente em minha cama, eu calo e engulo a verdade não dita; mas eis que a verdade transpassa a carne, rompe a pele rasgando meu corpo por inteiro, irrompe no ambiente tirando minha vida três vezes, fazendo do corpo um cadáver, do cadáver uma carcaça de pássaro empoleirada, e da ave ossos secos a esfarelar sem se lembrarem no fim do dia porque a verdade daquela manhã havia sido dita.

Nenhum comentário: